Reajuste dos servidores: Oposição é contra projeto e questiona porcentual



Régis orientou a bancada a votar contra a urgência do projeto | Foto: Max Haack/Ag. Haack/Bahia Notícias
“O que eles chamam de reajuste não corrige nem a inflação. São 3,5% em março e 2,8% em novembro. Fazendo uma conta de chegada, em 2015, no final do ano, o reajuste real será de [aproximadamente] 3,5%”, afirmou, para completar: “o poder de compra dos funcionários vai ser reduzido e eles não vão nem manter o que eles ganhavam no ano passado. Isso é uma falta de respeito, é zombar da inteligência dos servidores”. Os cálculos da oposição sinalizam que o valor total da correção inflacionária de 6,41% só ocorrerá no final do ano, após a aplicação do porcentual de novembro – além de, no somatório anual, os salários de janeiro e fevereiro não sofrerem alterações, já que a primeira parcela é retroativa a março, e não a janeiro, data-base do reajuste.

Cálculo divulgado pelo deputado Soldado Prisco/ Foto: Reprodução
O líder da bancada, Sandro Régis (DEM), ressaltou também que os trabalhadores que ainda não ganham o salário mínimo só receberão o reajuste complementar em novembro. “Mais de 30% dos funcionários não ganham nem o salário mínimo e vão continuar nesta situação até novembro”, pontuou. O deputado Soldado Prisco (PSDB) foi um dos parlamentares que fez diversas manifestações no plenário durante a sessão desta terça (28). “Ao que parece, o desrespeito ao funcionalismo público continuará na gestão Rui Costa. Eu, como representante dos militares, afirmo que a categoria é terminantemente contra a proposta. É vergonhoso que se traga uma proposta como esta para a Casa do povo. Por isso, peço que todos os parlamentares, em respeito aos servidores, votem contra esta aviltante proposta”, disse Prisco.

Reajuste dos servidores: Oposição é contra projeto e questiona porcentual
Adolfo Viana criticou porcentuais | Foto: Divulgação

Apesar de ter requerimento de urgência aprovado nesta terça-feira (28), com 36 votos favoráveis e 18 contra, o projeto de lei que estabelece o reajuste dos servidores públicos estaduais foi alvo de críticas da bancada de oposição da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), que questiona os porcentuais apresentados pelo governo.  “A oposição votou contra o reajuste de urgência. Os governistas afirmam que há consenso, mas a gente acha que não existe consenso nenhum. O líder da oposição, Sandro Régis (DEM), conversou com alguns líderes sindicais, então não há consenso nenhum”, apontou Adolfo Viana (PSDB), um dos oposicionistas mais entusiasmados e que acredita que a tendência será de obstrução, além de novos votos contra o projeto. (Fonte Bahianoticias)
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