Ontem quem foi derrotado foi todo mundo, diz Cunha


No dia seguinte à derrota em plenário de pontos que defendia, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que todos saíram frustrados com a expectativa de uma reforma política e disse que, na prática, a Casa não quer mudanças.”Ontem quem foi derrotado foi todo mundo, foi o povo, porque todos os modelos foram derrotados. É muito difícil fazer uma reforma política quando você tem a oportunidade de votar a lista recusaram, de votar o distrital misto, recusaram. Recusaram em seguida o distritão e o distritão misto. Na prática, a decisão é não ter reforma”, avaliou o peemedebista ao chegar ao Congresso na manhã desta quarta-feira, 27. Cunha negou que a derrota seja sua ou do PMDB. “O PMDB não tem a maioria da Casa, o PMDB tem 13% da Câmara, assim como o PT. Não acho que 13% impõem a vontade da maioria. Na prática, o que houve é que o deputado que aqui está elegeu o modelo que aqui está. Ele, quando olha o modelo, teme que qualquer mudança ele possa fazer não se eleger. Então, ele tende a ficar com o modelo existente”, concluiu.Nesta quarta-feira os deputados continuarão a pauta de votações da reforma. Ontem, começaram a discutir financiamento de campanha e rechaçaram as doações de empresas privadas a partidos e candidatos. O próximo item é financiamento público e doação de pessoa física. Para ser aprovado, são necessários 308. “Vamos votar o financiamento para pessoas físicas, se não atingir 308, votaremos o financiamento público, se não atingir 308, vamos votar o texto original que é financiamento somente para partidos e não para candidatos. Se nenhum dos três atingir quórum de 308, significa que a Casa resolveu deixar na mão do Supremo Tribunal Federal a decisão sobre financiamento da próxima campanha”, concluiu.
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