Lúcio e Geddel Vieira Lima reforçam discurso do rompimento

O presidente do PMDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, continua com sua peregrinação em Brasília para tentar convencer os correligionários a abandonar a nau petista, comandada pela presidente Dilma Rousseff (PT). O dirigente estadual embarca hoje para a capital federal onde deve se reunir com lideranças do partido. A mandatária brasileira solicitou esta semana ao Ministério do Planejamento um estudo para colocar em prática uma reforma administrativa com objetivo de cortar ministérios. A petista sinaliza com uma possível ação de austeridade cortando do próprio governo gastos com a manutenção da máquina pública federal diante da crise econômica que o país vive atualmente, o que levou o Planalto a elaborar um ajuste fiscal. “Tomara que Dilma realmente acabe com um bocado desses Ministérios e tomara que comece por esses espaços que o PMDB ocupa e que têm importância zero para o Brasil”, postou nas redes sociais o dirigente, que ainda defendeu a convocação dos protestos para a próximo dia 16 de agosto. “Com tudo que estamos assustados, assistindo, temos o dever de encher as ruas do Brasil no dia 16, para gritar bem alto: BASTA”, postou. Os estudos solicitados pela presidente Dilma ainda estão em fase inicial, e há também a possibilidade de unificar as pastas como a do Transportes com Aviação Civil e Portos, por exemplo. É analisado também reduzir o número de cargos comissionados, que são cerca de 22 mil atualmente. Desse total, 17 mil são ocupados por funcionários públicos.Já o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) informou que jantou esta semana com 20 parlamentares peemedebistas defensores também da proposta de ruptura com o governo federal e com o PT. Para o peemedebista baiano, não adianta ter cargo em um governo “fraco”. “Tem órgão que não tem dinheiro para pagar a conta de luz. Não se libera nada. Vem agora a Lava Jato, onde atinge o PT, não que não tenha peemedebistas, mas porque o governo é do PT”, disse, em entrevista à Tribuna. Para Lúcio é melhor ter apoio popular do que cargos no governo. “Discordo desse discurso de ‘para o bem do Brasil’. Para você querer o bem do Brasil não precisa estar em ministérios”, defendeu.
David Mendes, Tribuna da Bahia
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