Após morte de jovens por overdose, justiça de Buenos Aires proíbe realização de raves

Após morte de jovens por overdose, justiça de Buenos Aires proíbe realização de raves

Cinco jovens morreram por consumo de drogas na terceira edição da festa eletrônica Time Warp, realizada em 15 de abril, em Buenos Aires. O fato levou a Justiça portenha a proibir, a pedido de ONGs locais, “toda atividade comercial de dança com música ao vivo ou gravada” até que o governo de Buenos Aires cumpra uma série de exigências de segurança. Além disso, o juiz ordenou que o governo informe às autoridades da capital e feche imediatamente os locais que desobedecerem a sua decisão, que não inclui centros culturais e bailes de tango. “A ideia não é proibir toda a atividade que não tem a ver com a música eletrônica, mas nós não tempos capacidade operacional para discriminar quais são as festas de música eletrônica e quais não são”, contou uma fonte. Apesar disso, a decisão que abrangia todas as atividades de dança com música foi derrubada por uma corte de Buenos Aires. Apenas a proibição de raves continuou.  A Justiça argentina também investiga quem esteve por trás da venda de comprimidos como ecstasy, cuja procura tem crescido no país. Outros quatro jovens continuam internados em hospitais públicos de Buenos Aires. Na semana passada, foi detido o principal organizador da festa, Adrián Conci. “Esta é uma batalha que temos de enfrentar juntos, com mais prevenção, contenção e informação. Não queremos mais famílias destruídas pela droga”, declarou o chefe de governo portenho, Horacio Rodriguez Larreta, que anunciou, ainda, futuras campanhas promovidas pelos ministérios da Saúde e da Educação da Argentina para “reduzir danos e riscos nas festas eletrônicas”. No entanto, Larreta critica a proibição. “Respeitamos a Justiça, mas neste caso não estamos de acordo com a decisão do juiz. Existem milhares de pessoas que se divertem de maneira saudável todas as noites e nós vamos defendê-las”, afirma.
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