Ex-senador Gim Argello é preso na 28ª fase da Operação Lava Jato


O ex-senador Gim Argello foi preso preventivamente na 28º fase da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras, informou o Ministério Público Federal do Paraná. Segundo o MPF-PR, a prisão do ex-senador foi autorizada após terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa, em delação premiada, à força-tarefa da Lava Jato.

A nova fase da Lava Jato foi realizada em cidades do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. A ação foi batizada de ´Vitória de Pirro', que significa vitória obtida mediante alto custo, e cumpriu 22 mandados judiciais, sendo 14 de busca e apreensão, um de prisão preventiva, dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva.

Leia nota da Polícia Federal:

 A Polícia Federal deu início nesta manhã, 12/04, a diligências como parte da 28ª fase da Operação Lava Jato, intitulada OPERAÇÃO VITORIA DE PIRRO.

Cem policiais federais estão cumprindo 21 ordens judiciais, sendo 14 mandados de busca e apreensão, 1 mandado de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 4 mandados de condução coercitiva. As medidas estão sendo cumpridas nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Taguatinga e Brasília..

As investigações apuram a existência de indícios concretos de que destacado integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada no Senado Federal e também da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito instaurada no Congresso Nacional, ambas com o objetivo de apurar irregularidades no âmbito da PETROBRÁS S/A no ano de 2014, teria atuado de forma incisiva no sentido de evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento, mediante a cobrança de pagamentos indevidos travestidos de doações eleitorais oficiais em favor dos partidos de sua base de sustentação.

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