Mirabela diz que 'continuará tentando equacionar os obstáculos'


A Mirabela Mineração emitiu nesta quinta-feira (07) um comunicado aos seus funcionários, no qual explica a situação que levou a decisão de emitir novamente o aviso prévio aos trabalhadores, atualmente, cerca de 350. Segue na íntegra o comunicado da empresa. 

A Mirabela Mineração comunica a todos que no decorrer dos últimos meses vem incessantemente buscando soluções e alternativas que pudessem viabilizar técnica e economicamente a continuidade de sua operação, na Mina de Santa Rita, no município de Itagibá-BA.  A direção da empresa vem atuando simultaneamente em diversas frentes, como exemplo, renegociação com fornecedores e prestadores de serviços, negociação com comissão de empregados, busca de apoio e negociações com órgãos governamentais e lideranças políticas, negociação com bancos, busca de novos clientes entre outros.  Porém, os avanços obtidos até o momento ainda não são suficientes para assegurar a empresa diante do atual mercado de níquel, que opera com preços do metal em baixa. Diante das adversidades que se configuram e no intuito de preservar os direitos trabalhistas, a Mirabela informa que foi tomada a decisão de colocar todos os empregados em aviso prévio a partir de hoje, 07/4/2016. Independente disto a empresa continuará tentando equacionar os obstáculos e espera dar uma posição definitiva sobre a continuidade ou não das operações ao longo do mês de abril”.

A Mirabela Mineração, situada no município de Itagibá, iniciou a exploração do níquel sulfetado no final do ano de 2008. Época em que a libra do minério era vendida em torno dos U$$ 12,00. Quando a crise no setor começou a surgir e o valor despencar para 8 dólares a libra, a empresa já estaria operando com prejuízo, segundo informou numa entrevista ao GIRO, Milson Mundin, gerente financeiro da Mirabela. Com a atual desaceleração econômica vivida na China, maior comprador do níquel, o valor do minério vem despencando a cada dia, sendo comercializado abaixo dos U$$ 4. O que, segundo os investidores, torno o negócio inviável. Caso se confirme o encerramento das atividades da mineradora, a região, especialmente Itagibá e Ipiaú, deverá amargar sérios prejuízos. (Giro em Ipiaú)
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