15 ex-ministros recebem até R$ 30,9 mil por mês sem trabalhar

Entre os beneficiados estão os ex-ministros mais próximos de Dilma, como o ex-governador da B Bahia, Jaques Wagner (Gabinete Pessoal)Quinze ex-ministros e quatro ex-dirigentes de empresas estatais que estavam no governo Dilma Rousseff estão recebendo auxílio por meio de quarentena concedida pelo Palácio do Planalto. Segundo o jornal O Globo, as informações são da Comissão de Ética Pública da Presidência da República . Os beneficiários poderão receber por até seis meses o mesmo salário do cargo que ocupavam, maior parte deles com renda de até R$ 30,9 mil.

Entre os beneficiados estão os ex-ministros mais próximos de Dilma, como o ex-governador da B Bahia, Jaques Wagner (Gabinete Pessoal), Aloizio Mercadante (Educação) e José Eduardo Cardozo (AGU). Além da cúpula do governo petista, a relação dos beneficiados pela quarentena traz ainda o nome de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa que, em delação premiada, afirmou que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ficaria com 80% da propina em esquemas no banco público com recursos do Fundo de Investimento do FGTS.

A lista de funcionários exonerados que pediram quarentena é grande e ainda não parou de crescer, conforme publicação do diário carioca. Até a última reunião extraordinária da Comissão de Ética, na semana passada, já haviam sido enviados 165 pedidos de quarentena, sendo que 46 foram autorizados, 78, recusados, e 41 ainda serão julgados.

A comissão já havia autorizado o benefício para os ex-ministros Jaques Wagner (Gabinete Pessoal), Aldo Rebelo (Defesa), Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social), Valdir Simão (Planejamento), Aloizio Mercadante (Educação), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), José Eduardo Cardozo (AGU), Nelson Barbosa (Fazenda), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Carlos Gabas (Aviação Civil), Luís Inácio Adams (AGU), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Eleonora Menicucci (Política para as Mulheres) e Luiz Navarro (CGU). Este último foi nomeado para a própria comissão julgadora na véspera do afastamento de Dilma Rousseff.
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