ATENTADO REIVINDICADO POR ESTADO ISLÂMICO DEIXA 143 MORTOS NO IRAQUE


Pelo menos 143 pessoas morreram e outras 195 ficaram feridas neste domingo, 3, em um atentado suicida em Bagdá reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), no pior ataque na capital iraquiana em 2016. Foi também o terceiro grande ataque do EI contra civis em diferentes países nos últimos dias.
O atentado ocorreu em uma rua comercial da capital iraquiana, no bairro de Karrada, no começo da madrugada deste domingo - em razão do jejum ao longo do dia, é comum os muçulmanos prolongarem as noites na rua - onde muitas pessoas estavam reunida para comer e fazer compras antes da festa para marcar o fim do Ramadã, na próxima semana.
Foi também o primeiro grande ataque a capital iraquiana desde que o Exército do país recuperou o controle de Falujah no mês passado. A cidade esteve sobre controle dos extremistas por 2 anos de meio - nenhuma outra cidade no próprio Iraque ou na Síria foi comandada tanto tempo pelo EI - e muitos iraquianos temiam que os jihadistas intensificassem os ataques a Bagdá em retaliação.
A explosão do carro-bomba é o terceiro ataque recente atribuído ou assumido pelo grupo depois de na sexta-feira o EI assumir a responsabilidade pelo ataque a um restaurante em Bangladesh que deixou 20 mortos - a maioria deles, estrangeiros - e de, na semana passada, as autoridades turcas atribuírem aos extremistas a autoria das explosões no aeroporto de Istambul que mataram mais de 40 pessoas.
O primeiro-ministro iraquiano, Haider Abadi, se dirigiu ao local do atentado e prometeu punir os responsáveis, mas os iraquianos estão furiosos diante da incapacidade do governo de impedir este tipo de ataque. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra homens lançando pedras contra um comboio que aparente ser o de Abadi.
A explosão também provocou danos relevantes. Várias lojas e imóveis foram arrasados pelas chamas, em incêndios que continuavam ativos mais de doze horas após o atentado. O último ataque de grande porte do EI em Bagdá ocorreu em 17 de maio. Na ocasião, um duplo atentado deixou 50 mortos e mais de 100 feridos.
A explosão neste domingo volta a colocar em evidência o governo iraquiano e sua capacidade para detectar e conter o grupo extremista. Muitos questionam a eficácia dos detectores de explosivos e dos controles para entrar na capital, considerando que não são suficientes.
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