Há 56 dias em greve, funcionários protestam em frente a portão da USP

Manifestação de funcionários e estudantes da USP fecha Rua Alvarenga, no Butantã, na manhã desta quarta-feira (6) (Foto: Reprodução/TV Globo)
Estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um protesto em frente à entrada principal da Cidade Universitária na manhã desta quarta-feira (6), no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo.
Na terça-feira (5), os funcionários decidiram em uma assembleia pela continuidade da greve, que já dura 56 dias. Nesta manhã, estudantes e funcionários protestaram contra os cortes dos salários e dizem que querem negociar com o reitor.
Os manifestante ocuparam a Rua Alvarenga por volta das 7h. Os veículos não entraram e nem saíam pela portaria principal, causando congestionamento na região.
A alternativa para os motoristas que desejavam acessar o câmpus foram as portarias 2 e 3, nas avenidas Escola Politécnica e Corifeu de Azevedo Marques.
Por conta do bloqueio da Rua Alvarenga, o acesso da Marginal Pinheiros, no sentido Interlagos, foi interditado pela CET.
A alternativa para os motoristas que estavam na Marginal, sentido Interlagos, e pretendiam ir para a Rua Alvarenga era seguir em frente até a Ponte Eusébio Matoso. Quem estava no sentido Castello, podia acessar a Ponte Cidade Universitária.
O ato terminou às 10h30, de acordo com a CET.
Há cerca de um mês, o grupo realizou outro protesto durante a manhã, fechando todas as portarias. Na ocasião, a Reitoria da USP afirma que a Procuradoria Geral da USP entrou com uma ação para que outras interdições não fossem feitas, sob risco de multa.
Dias depois, um grupo de estudantes e representantes de movimentos negro e indígena tentou ocupar o prédio da reitoria, reivindicando a adoção imediata de cotas raciais. A Polícia MIlitar dispersou os manifestantes com bombas de efeito moral.
Reivindicações
Os manifestantes reivindicavam reajuste salarial de 12,34% para os trabalhadores, além de contratação imediata de docentes e funcionários técnico-administrativos para recompor o quadro funcional da universidade.

Eles ainda reclamam do desmonte da USP, que inclui o fechamento das creches para filhos de funcionários e estudantes, degradação dos hospitais e terceirização dos restaurantes.
O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) afirma que 40% dos 15 mil funcionários da USP em São Paulo e no interior aderiram a greve.
Do G1.
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