Anvisa prepara regulamentação para serviços de beleza e bem-estar

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A Anvisa está preocupada com o aumento das reclamações de clientes sobre os serviços de estética e bem-estar e prepara uma regulamentação nacional para o setor. A maioria das queixas é sobre falta de higiene e contra salões de beleza, que usam produtos proibidos ou reutilizam material descartável.
Algumas vezes, a cliente corre alguns riscos para ficar bonita. A advogada Juliana Britto frequentava uma clínica especializada em tratamento para os pés. Foi lá que ela acabou pegando uma micose na unha. “Durou uns dois meses de tratamento. Deu muito trabalho e depois disso fiquei traumatizada em relação a unha”.
Agora ela só vai ao mesmo salão. “Eu frequento esse mesmo salão, que eu sei que os equipamentos são esterilizados. Confio nos profissionais”.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária faz um levantamento semestral das principais reclamações em serviços, como clínicas de SPA, salões de beleza, massagens. No primeiro semestre deste ano, recebeu 409 reclamações, 57% (232) foram contra salões de beleza e serviços de estética. São queixas de falta de higiene com alicates de unha e reutilização de cera depilatória, por exemplo.
Cada estado tem uma regra da vigilância sanitária local, mas há cuidados básicos que sempre devem ser respeitados em um salão de beleza. Os alicates devem ser esterilizados e os clientes têm que ficar de olho também nos produtos usados no cabelo. Eles têm que ter um registro ou uma notificação da Anvisa na embalagem.
Outra reclamação frequente é sobre o uso de formol nos cabelos. O produto toxico que já é proibido no Brasil. Os donos dos salões têm que deixar isso muito claro. No caso das unhas, os kits com creme, palitos e lencinhos também devem ser descartáveis.
O gerente geral de serviços de saúde da Anvisa explica que a agência está preparando uma regulamentação nacional, com a criação de regras gerais para unificar as medidas de higiene. “Cada estado, cada município pode fazer a mais regras, mas o mínimo a Anvisa está definindo. A expectativa é que os produtos utilizados, na verdade os instrumentos utilizados e as práticas desenvolvidas, sejam mais seguras em uma conformidade no Brasil todo”, explica Diogo Penha Soares, gerente geral de serviços de saúde Anvisa.
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