IBIRATAIA: Condenados na operação contra fraudes no FGTS podem pegar até 12 anos de prisão



Os suspeitos presos na Operação Melaço, realizada pela Polícia Federal, na manhã dessa quarta-feira (23) em Ibirataia e Ipiaú e mais cinco cidades, podem pegar até 12 anos de prisão. A informação é do Promotor de Justiça do Ministério Público Federal, em Jequié, Dr. Flávio Matias. "São crimes de extrema gravidade com pena elevadíssima de até 12 anos de prisão, o que indica que se eles forem condenados poderão ficar um bom tempo na cadeia. Lembrando que as ordens de prisão expedidas pela Justiça Federal de Jequié são preventiva e ela não tem prazo para acabar, diferente da temporária", explicou Matias. Durante a coletiva à imprensa, na cidade de Jequié, a autoridade do MP detalhou vários pontos da investigação. Segundo o promotor, as investigações tiveram início há cerca de um ano.

Ainda conforme Flávio Matias, as investigações prosseguem e uma nova fase da ‘Operação Melaço’, não é descartada. “A Operação Melaço, na verdade constitui uma primeira etapa para por fim nas atividades dessa organização criminosa, mas a investigação vai se estender por algum tempo. A gente não tem como precisar na data de hoje o número de pessoas envolvidas, além daquelas que já foram alvos dos mandados de prisão", disse o promotor federal durante entrevista. Os investigadores dizem que foi preciso fazer a ação agora, devido ao elevado número de fraudes registradas. De acordo com as investigações, os fraudadores eram muito ágeis na constituição de novas empresas e os que foram presos nesta quarta-feira, devem auxiliar na indicação de outros fraudadores. O prejuízo já identificado passa dos R$17 milhões, segundo as investigações preliminares. Em Ipiaú e Ibirataia, a Operação conseguiu prender seis suspeitos. Um dos líderes do grupo, conhecido pelo apelido de ‘Melado’, já estava preso desde o dia 26 de outubro, após abordagem da polícia militar.
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