Uso de preservativo é fundamental na prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis

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Nunca é demais dizer que a melhor forma de prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) é o sexo seguro, e para isso o uso de preservativo é fundamental. DST é o termo usado para definir as doenças que têm como preferência a transmissão pelo contato íntimo. O ginecologista e obstetra Dr. Airton Ribeiro Filho, que é também vice-presidente da Sociedade Baiana de Patologia Cervical Uterina e Colposcopia (SBPCUC), salienta que não necessariamente é preciso penetração para adquirir uma DST. “O contágio pode ser através do beijo ou sexo oral, por exemplo”, diz. Portanto, o sexo com segurança, sem risco de contaminação, deve ser garantido também através da prática apenas com parceiro (a) comprovadamente sadio (a). 
Os microorganismos envolvidos nas Doenças Sexualmente Transmissíveis estão especialmente adaptados ao crescimento no trato genital e estão presentes nos fluidos corporais e no sangue. Vírus, fungos, protozoários e bactérias são os principais agentes causadores destes tipos de moléstias. As DSTs devem ser tratadas de forma rápida e correta, pois o desenvolvimento delas no corpo humano pode acarretar sérios problemas de saúde, como infertilidade, doenças neonatais, câncer ânus-genital, comprometimento do aparelho reprodutor e até mesmo a morte.
O médico tem fator preponderante na prevenção das DSTs, diagnosticando adequadamente, atenuando os sintomas, evitando que a doença se transmita de pessoa a pessoa e, por fim, auxiliando no tratamento. Na condução do tratamento de uma DST é importante o controle de cura, isto é, a reavaliação clínica e laboratorial após o término do tratamento. Algumas doenças podem persistir apesar da sensação de melhora relatada pelo paciente. Este é também um dos riscos da auto-medicação pois o controle de cura adequado deve ser feito por um médico com vivência nesta área, como um ginecologista, urologista ou infectologista.
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Principais DSTs, sintomas e tratamento:
Herpes genital – A manifestação clínica da herpes genital geralmente são pequenas vesículas, que se transformam em úlceras e depois cicatrizam. “É uma doença recorrente, ou seja, pode acontecer mais de uma vez, e ocorre geralmente em momentos de baixa imunidade do indivíduo”, explica Dr. Airton Ribeiro Filho. Existem dois tipos de herpes genital: a tipo 1, que se dá geralmente nos lábios e a tipo 2, que ocorre comumente na região genital. O tratamento consiste em sedar a dor e no uso de antivirais, sejam sistêmicos e/ou locais.
Condiloma – Causada pelo vírus HPV, que pode causar verrugas ânus-genitais, lesões na vagina e no colo do útero, podendo levar ao câncer do colo. Sabe-se que cerca de 80% da população sexualmente ativa já teve contato com o vírus HPV, contudo, 7% dessa população irá desenvolver a doença HPV. O tratamento varia de acordo com a apresentação da doença, podendo ser desde a aplicação de medicamentos locais à retirada cirúrgica. “A prevenção em relação ao HPV é importantíssima, com a realização do preventivo ginecológico, justamente porque esse vírus está diretamente ligado ao câncer de colo do útero, vulva e vagina”, alerta Dr. Airton Ribeiro Filho.
Sífilis – Doença que continua muito frequente no nosso meio, a sífilis é uma das causas de úlceras genitais (cancro duro). É uma doença que, após a contaminação do genital na sua fase primária, pode evoluir para uma fase secundária (sífilis sistêmica) e por último a fase terciária, que é o estágio latente da doença, podendo causar lesões cardíacas, vasculares, neurológicas, oftálmicas e auditivas. A sífilis pode ser transmitida de mãe para filho, durante a gravidez, causando a sífilis congênita. O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais e o tratamento com antibióticos.
AIDS – De impacto social muito grande, a AIDS é transmitida pelo vírus HIV. Não existe tratamento para o vírus, contudo existem medicamentos que podem barrar a evolução da doença.
Tricomonas – É uma patologia frequente, causadora de fluxos genitais e provocada por um protozoário. Seu diagnóstico é feito através de pesquisa direta do fluxo genital e o tratamento com antibióticos. 
Bactérias – Algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis frequentes, e às vezes silenciosas, podem ser causadas por bactérias, e a mulher muitas vezes funciona como portador assintomático. Entre as bactérias estão a Chlamydia, Micloplasma, Ureaplasma e Monococos. Essas bactérias podem ascender no trato genital, causando doença inflamatória pélvica (DIP) e, às vezes, infertilidade. O diagnóstico é feito através de pesquisa direta, seja por cultura, PCR ou captura híbrida e o tratamento é feito com antibióticos, lembrando sempre de tratar o (s) parceiro (s).   
Outras DSTs -  Entre outras DSTs frequentes estão também a infecção pelo HTLV, doença silenciosa e endêmica na nossa região; o Molusco Contagioso, que é uma doença viral; a Pediculose Púbica (vulgo chato); a Escabiose (sarna) e as doenças bacterianas Cancro Mole, Granuloma Inguinal e Linfogranuloma Venéreo.
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