Grupo do PMDB baiano trabalha para tirar ipiauense Juvenal Maynart do comando da CEPLAC


Uma parcela do PMDB pede a Temer cabeça do ipiauense Juvenal Maynart da Ceplac e o acusa de colocar bioterroristas em cargos de grande influência no órgão. O presidente do PMDB em Itabuna, Pedro Arnaldo Martins, enviou um ofício ao Ministro da Casa Civil, Elizeu Padilha, relatando uma série de problemas causados por Maynart desde que reassumiu o cargo.
Na carta, Martins relata a perplexidade dos servidores, pesquisadores e de vários setores da cacauicultura com a nomeação de Maynart, que saiu do mesmo cargo “desacreditado e sob sérias críticas exonerado por pressão do PMDB e lideranças da lavoura”.
Ele lembra que, ao saber da nomeação, o próprio partido deixou clara sua indignação, assim como entidades ligadas à agricultura na Bahia. Em seguida, Pedro Arnaldo desfila uma série de informações de bastidores sobre o comportamento de Maynart.
“Logo ao assumir e fiel a seu estilo boquirroto, ele declarou que chegava com ‘licença para matar’ e que tinha o então ministro Geddel Vieira Lima na mão, declarando que ‘ele sabe que descobri a corrupção no Ibametro e sei que é o beneficiário’”.
Pedro Arnaldo reclama que, por várias vezes, Juvenal disse que “a direção do PMDB da Bahia é composta de ladrões” e o chamou de “ladrão de carteirinha”.
Cita a posição de João Martins, presidente da Faeb, contra a nomeação de Maynart, chamado de desagregador.
Bioterrorismo
Pedro Arnaldo alerta o ministro sobre uma nomeação, feita por Juvenal em acordo como secretário de Relações Institucionais da Bahia, Josias Gomes, “que está citado entre os comandantes da operação Cruzeiro do Sul”.
Ele se refere à denúncia de que a vassoura-de-bruxa foi introduzida no sul da Bahia por petistas que queriam sabotar a lavoura. “Ele está citado no documento em que a Polícia Federal conclui que a chegada da vassoura-de-bruxa no sul da Bahia foi crime intencional” .
O presidente do PMDB/Itabuna conta que, por pedido de Josias Gomes a Juvenal, o Ministério da Agricultura nomeou Jackson Moreira Primo para um cargo que controla as finanças, pessoal, transporte, informática e comunicação da Ceplac.
“Primo é preposto do grupo de terrorismo biológico” e a nomeação coincide com o esforço dos pesquisadores da Ceplac para evitar a entrada de outra grave doença na região, a Moniliase. “Há temor que possa haver boicote aos trabalhos e mesmo a repetição de crime biológico”.
Naomar e plano
Pedro Arnaldo chama a atenção para a ligação e os acordos feitos entre Juvenal e Naomar Almeida, reitor da UFSB que, segundo a carta ao ministro, é “colaborador próximo do governo anterior (Dilma) e apoiador de primeira hora do ‘Fora Temer’, inclusive com protesto na UFSB’”.
O presidente do PMDB reclama de Juvenal tratar os funcionários como incompetentes e marajás, “a ponto de figuras importantes da Ceplac pedirem afastamento”.
E de um plano para o órgão que não foi discutido com ninguém.
“Existe um documento consistente, discutido com os principais agentes da cadeia produtiva do cacau, que foi engavetado por Juvenal para implantar o que saiu apenas de seus delírios”, diz Martins, que pede ao ministro para ouvir Faeb, CNA, servidores da Ceplac e Faepa.
Termina dizendo que “desserve ao partido, desserve ao Governo Federal e ao Ministério da Agricultura a manutenção do Sr. Juvenal Maynart Cunha no cargo de diretor-geral da Ceplac”. Junto à carta foram anexadas notícias que corroboram as afirmações de Pedro Arnaldo.
A Região
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