Parte da Polícia Civil do Espírito Santo também paralisa trabalhos


VITÓRIAO caos na segurança no Espírito Santo deve se agravar ainda mais nos próximos dias. A Associação de Investigadores da Polícia Civil do Espírito Santo (Assinpol) anunciou nesta manhã a paralisação imediata dos serviços em todo o estado, preservando apenas 30% dos trabalhos, mantendo por exemplo o funcionamento do Departamento Médico-Legal.

Autorização

O estopim para o movimento dos policiais civis foi o assassinato de um investigador da Delegacia de Homicídios, na noite de ontem, na estrada que liga Vitória a Colatina, ao tentar impedir um roubo de moto.
A Assinpol não é legalmente formalizada como um sindicato. Existe o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), que reúne a maior parte dos policiais do estado e é quem tem formalmente a prerrogativa de decretar greve. O Sindpol tem assembleia convocada para esta quinta-feira para votar a greve. A decisão da Assinpol, hoje, pode ser um indicativo de que a greve será aprovada, pois muitos policiais pertecem às duas siglas. Estima-se que a Assinpol reúna quase mil dos cerca de 3,2 mil policiais civis do estado.

CRISE ENTRA NO 5º DIA

Enquanto tropas federais começam a tomar as vazias ruas da Região Metropolitana de Vitória, a crise de Segurança Pública — em decorrência da paralisação do patrulhamento pela Polícia Militar — só aumenta e chega ao seu quinto dia sem previsão de desfecho.

O número de mortos chegou a 85, o Departamento Médico-Legal continua superlotado e o confronto entre oficiais da PM e representantes do governo estadual se intensifica, com acusações dos comandantes e ameaças de insubordinação da tropa, deixando improvável uma solução rápida.
Compartilhe no Google Plus

0 comentários:

Postar um comentário