Governo minimiza crise da carne e rebate argumentos técnicos da PF

Temer convidou embaixadores para um churrasco neste domingo. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) criticou a PF por "erros técnicos" cometidos na Operação Carne Fraca, que levou o presidente Temer a convocar uma reunião de emergência no Palácio do Planalto neste domingo (19). O ministro questionou o diretor da PF, Leandro Daiello, pela condução da investigação. Segundo Maggi, a polícia considerou que alguns frigoríficos adotaram práticas proibidas e, na verdade, elas são permitidas pela regulamentação do setor. As declarações foram dadas depois do encontro que reuniu ministros, secretários, associações de produtores e exportadores e dos 33 embaixadores de países que mais importam carnes do Brasil. Para minimizar o caso, Temer terminou convidando os embaixadores para um churrasco em uma das casas mais frequentadas de Brasília (DF). Dezenove deles compareceram, além de oito representantes comerciais. Também foram o ministro da Secretaria de Governo, Moreira Franco, e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. O governo só pagou a conta dos embaixadores (R$ 14 mil). Temer tomou caipirinha, comeu alcatra, fraldinha, linguiça, cordeiro e picanha. Em tom de brincadeira, perguntou a origem das carnes. Segundo informações da Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, um atendente afirmou que o estabelecimento “só trabalha com corte europeu, australiano, uruguaio”.
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