Foto: Reprodução


Na tarde desta quinta-feira (31), uma empresária de Eunápolis protagonizou um incidente chocante ao avançar com sua caminhonete contra um grupo de indígenas que protestava na BR-367, na Ponta Grande, orla norte de Porto Seguro, atropelando três mulheres no processo. O incidente ocorreu em frente à Reserva Indígena da Jaqueira. Felizmente, as vítimas receberam atendimento do Samu e estão em condições estáveis.

A condutora, após o atropelamento, teve seu veículo apedrejado pelos manifestantes enfurecidos e foi conduzida para a delegacia por policiais militares que já estavam no local. Toda a confusão foi registrada em vídeo por populares.

LEIA MAIS: Ipiaú: Motociclista fica ferido após ser atingido por carro em trecho da BR-330

A motorista da caminhonete, visivelmente alterada e trajando biquíni e saída de banho, deparou-se com o trecho da rodovia bloqueado pelos indígenas, que protestavam contra a tese do marco temporal, em votação no Supremo Tribunal Federal (STF) naquele momento.

Impaciente com a espera, ela decidiu avançar com o carro, furando o bloqueio de galhos na pista e atingindo as três indígenas. Vídeos do incidente mostram a condutora saindo do veículo após avançar contra o grupo e discutindo com os manifestantes.


Revoltados com o atropelamento, alguns membros do grupo cercaram a caminhonete e começaram a apedrejar o veículo com a motorista dentro. A situação se agravou com ameaças de incendiar o veículo, que teve seus vidros quebrados e lataria danificada.

Policiais militares conseguiram remover a mulher de dentro do carro e a conduziram para a viatura, a fim de garantir sua segurança. Os PMs ainda tentaram negociar com os indígenas a retirada da caminhonete do local, mas os manifestantes não cederam.

LEIA MAIS: Presidente Lula inspeciona Obras do Ramal do Apodi, que promete levar água a milhares em 2025"

Dentro do veículo, os policiais encontraram latas vazias de cerveja e energético. Durante o trajeto para a Delegacia do Turista (Deltur), a empresária admitiu ter ingerido bebida alcoólica e energético após um almoço na praia.

A mulher foi detida em flagrante por causar lesão corporal enquanto dirigia um veículo sob a influência de álcool. Não foi possível estabelecer fiança para sua liberação, e ela será conduzida a uma audiência de custódia. O incidente levanta questões sobre segurança viária e o respeito aos direitos dos povos indígenas em manifestações pacíficas.