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| Foto: Reprodução |
Na capital alagoana, Maceió, uma crise de grandes proporções está se desdobrando devido ao afundamento do solo na região de uma mina de extração de sal-gema operada pela empresa Braskem. O impacto já resultou na desocupação de aproximadamente 14 mil imóveis em cinco bairros da cidade, gerando uma situação de emergência que demanda atenção imediata das autoridades e da população local.
Até a manhã desta sexta-feira (8), a Defesa Civil reportou que o afundamento da mina sobre o bairro Mutange atingiu uma profundidade de 2,06 metros. Nas últimas 24 horas, a movimentação do solo foi de 5,7 cm, indicando uma aceleração preocupante do fenômeno. A área está em alerta máximo para colapso total, e a velocidade registrada na última medição foi de 0,23 cm/h, um aumento em relação ao boletim anterior que apontava 0,21 cm/h.
A situação é alarmante, e a Defesa Civil de Maceió ressalta que a variação constante entre aumento e desaceleração nos últimos dias impede a afirmação de que o solo está se estabilizando. Diante disso, a recomendação é clara: a população deve manter-se afastada da área mais afetada, uma medida essencial para garantir a segurança dos moradores diante do risco iminente.
A mina em questão é uma das 35 operadas pela Braskem na região para a extração de sal-gema, um minério utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC. Localizada sob a lagoa Mundaú, a mina representa uma ameaça adicional, uma vez que seu eventual rompimento total impactaria diretamente a lagoa, gerando consequências ambientais significativas.
A crise levou a uma mobilização intensa por parte das autoridades locais, que buscam soluções urgentes para conter o avanço do afundamento do solo e mitigar os riscos para a população e o meio ambiente. A situação destaca a necessidade de uma avaliação criteriosa das práticas de extração mineral e da gestão de resíduos industriais, visando a prevenção de desastres semelhantes no futuro.
A Braskem, por sua vez, está sob escrutínio público e deve colaborar ativamente com as autoridades para mitigar os danos causados, além de assumir responsabilidades no processo de recuperação e compensação para as comunidades afetadas. O episódio em Maceió destaca a importância de uma abordagem sustentável e responsável nas atividades industriais para evitar impactos devastadores nas comunidades e no meio ambiente.


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