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Durante a Primeira Guerra Mundial, em 1917, três mulheres foram fotografadas puxando um arado em Esa (Oise), Norte da França. Enquanto os equipamentos agrícolas eram confiscados para uso militar, as mulheres, crianças e idosos assumiram o árduo trabalho de arar os campos, resultando na perda significativa da capacidade de produção agrícola mesmo em regiões distantes do front de guerra.

O conflito, que durou de 1914 a 1918, deixou um saldo devastador: 15 milhões de mortos e 20 milhões de feridos. Além das vítimas humanas, cerca de 8 milhões de cavalos, essenciais para a agricultura da época, sucumbiram. Para muitos, a guerra significou não apenas a perda de entes queridos, mas também a escassez de alimentos e a inanição, especialmente na Alemanha e na Rússia.

Após a guerra, os poucos cavalos sobreviventes foram vendidos a fazendeiros que tentavam reconstruir suas vidas. No entanto, muitos desses animais estavam fracos e pouco utilizáveis, contribuindo para os desafios enfrentados durante o período pós-guerra, quando milhões de pessoas morreram de fome devido à insegurança alimentar causada pelo conflito.