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Deputados voltam a se alinhar após atrito causado por críticas sobre atuação internacional contra Alexandre de Moraes

Os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) conversaram por telefone no início da semana para pôr fim ao mal-estar gerado por críticas públicas trocadas nos últimos dias. A reconciliação aconteceu após ambos concordarem que compartilham um “inimigo comum”: o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o contato entre os parlamentares ocorreu após Eduardo Bolsonaro criticar publicamente a postura de Nikolas Ferreira, alegando que o colega não estaria se engajando como esperado na tentativa de pressionar os Estados Unidos a imporem sanções ao ministro Alexandre de Moraes. O deputado mineiro reagiu à declaração, negando omissão.

Apesar da troca de farpas, o clima começou a mudar na última quarta-feira (30), quando Nikolas Ferreira usou as redes sociais para comemorar a decisão do governo norte-americano de aplicar a Lei Magnitsky contra Moraes — medida que pune indivíduos acusados de violações de direitos humanos. Na publicação, o parlamentar mineiro reconheceu a atuação de Eduardo Bolsonaro na articulação do processo.

“É simbólico, e contundente, que uma das maiores democracias do mundo tenha reconhecido os sinais alarmantes de autoritarismo vindos de nossa própria Suprema Corte, especialmente de Moraes. Esse movimento não surgiu do nada”, escreveu Nikolas. Ele ainda destacou o papel de figuras como o filósofo Olavo de Carvalho, além do próprio Eduardo e de outros aliados.

A reaproximação é vista como uma tentativa de fortalecer a ala bolsonarista na Câmara dos Deputados diante do embate constante com o STF, especialmente com Moraes, visto como um dos principais alvos de críticas da oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.