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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (21) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está proibido de conceder entrevistas que sejam transmitidas, retransmitidas ou divulgadas em forma de áudio, vídeo ou texto por meio de redes sociais de terceiros. O descumprimento da decisão poderá resultar em prisão preventiva.

A medida é uma ampliação das restrições cautelares impostas na última sexta-feira (19), quando Moraes proibiu Bolsonaro de acessar redes sociais e de se comunicar com o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O ex-presidente também foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e cumprir recolhimento domiciliar noturno, entre 19h e 6h.

Segundo o despacho, a nova proibição inclui qualquer tipo de veiculação de entrevistas que envolvam o ex-presidente, mesmo que feitas por terceiros, como canais de YouTube, perfis em redes sociais ou veículos de imprensa que operem nessas plataformas.

As restrições estão ligadas às investigações em curso sobre tentativa de golpe de Estado e articulações antidemocráticas supostamente lideradas por Bolsonaro e aliados. Moraes argumenta que as medidas visam impedir que o ex-presidente utilize canais digitais para disseminar desinformação ou interferir nas apurações.