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O atual técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, de 66 anos, foi condenado pela Justiça da Espanha a um ano de prisão por fraude fiscal referente ao ano de 2014, período em que comandava o Real Madrid. A decisão foi tomada pela Seção 30 do Tribunal Provincial de Madrid, conforme informações divulgadas pela agência de notícias Efe.

Além da pena de prisão — que não será cumprida em regime fechado — Ancelotti foi condenado a pagar uma multa superior a 386 mil euros (cerca de R$ 2,4 milhões) e a perda do direito de obter ajudas ou subsídios públicos, bem como de usufruir de benefícios fiscais por três anos.

O Ministério Público espanhol acusou o técnico italiano de fraude ao erário público em mais de um milhão de euros nos exercícios de 2014 e 2015. No entanto, o caso julgado se refere apenas ao ano de 2014. Em um processo semelhante referente ao ano seguinte, Ancelotti já havia sido absolvido.

Durante o julgamento, realizado nos dias 2 e 3 de abril, Ancelotti declarou que nunca teve a intenção de fraudar o fisco. “Eu só estava preocupado em receber o salário líquido de seis milhões por três anos, e nunca percebi que algo estava errado, nem recebi nenhuma notificação de que o Ministério Público estava me investigando”, afirmou o técnico.

Apesar da condenação, o técnico da Seleção Brasileira não precisará cumprir pena em regime fechado. Isso porque, segundo a legislação espanhola, penas inferiores a dois anos, sem crimes violentos e aplicadas a réus primários, são geralmente convertidas em sanções alternativas.

Dessa forma, Ancelotti poderá continuar normalmente no comando da Seleção Brasileira, sem a necessidade de se ausentar do cargo ou se deslocar à Espanha para cumprimento da pena.