Funeral rápido expõe vida de abandono e falhas do sistema de proteção
Segundo O Globo, Maria da Penha, que perdeu o poder familiar por seu quadro de esquizofrenia, precisou reconhecer o corpo do filho no IML antes do sepultamento. Gerson, o “Vaqueirinho”, passou a infância em abrigos após a retirada do nome da mãe de sua certidão, enquanto os irmãos foram adotados. Sem tratamento contínuo, viveu entre fugas, ruas e pequenos furtos motivados pela fome, buscando proteção até mesmo na prisão. Avaliações já apontavam transtornos psiquiátricos desde cedo, mas a rede de apoio falhou repetidamente. Dois dias antes de morrer, ainda tentou reorganizar a vida ao pedir documentos para tirar a carteira de trabalho.


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