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Medidas adotadas entre 2025 e 2026 incluem incentivo financeiro, transporte, alimentação, fardamento, formação de profissionais e novas estratégias de inclusão

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) ganhou novas frentes de atuação em Ibirataia ao longo de 2025 e 2026. A modalidade passou a contar com uma política de permanência que reúne incentivo financeiro, transporte gratuito, alimentação escolar, fardamento, acompanhamento pedagógico e formação continuada de professores e coordenadores. As medidas buscam criar condições para que jovens, adultos e idosos não apenas retornem à escola, mas encontrem suporte para continuar estudando.

Um dos principais marcos desse processo foi a criação do Programa de Bolsa de Estudos da EJA, instituído em 2025 pela Lei Municipal nº 1.276/2025. O programa estabeleceu um incentivo financeiro condicionado à frequência e ao aproveitamento escolar. Em 2026, o valor foi atualizado para R$ 120 por trimestre, conforme o Decreto nº 6.533/2026.

A iniciativa colocou a permanência escolar no centro da política municipal para a modalidade. Para muitos estudantes da EJA, o retorno à sala de aula acontece paralelamente ao trabalho, às responsabilidades familiares e a outras demandas da vida adulta. Nesse cenário, medidas de apoio podem representar condições adicionais para manter a frequência e dar continuidade ao percurso escolar.

Além da bolsa, a rede municipal disponibiliza transporte gratuito, alimentação escolar e fardamento para os estudantes da modalidade. As ações integram uma estratégia de suporte à rotina escolar e de redução de obstáculos que podem dificultar o acesso e a permanência.

Acompanhamento pedagógico passa a ter papel central

O fortalecimento da EJA também envolve o trabalho realizado dentro das escolas. A Coordenação Técnico-Pedagógica da modalidade mantém acompanhamento das atividades em articulação com as equipes gestoras e os coordenadores pedagógicos.

O trabalho inclui orientações aos professores, acompanhamento das práticas pedagógicas, análise das necessidades das turmas, diálogo com as equipes escolares e encaminhamento das demandas identificadas.

A mudança de perspectiva é tratar a EJA como uma política que precisa ser acompanhada continuamente, e não apenas como uma modalidade responsável pela oferta de vagas.

Isso significa observar o cotidiano escolar, identificar dificuldades, discutir estratégias pedagógicas e considerar as características específicas de estudantes que possuem diferentes idades, histórias de vida e ritmos de aprendizagem.

Formação continuada fortalece atuação dos profissionais

Outro eixo da política desenvolvida no período é a formação continuada dos profissionais.

Durante 2025 e 2026, professores e coordenadores participaram de encontros e atividades formativas relacionados a planejamento, metodologias de ensino, inclusão, diversidade e especificidades da Educação de Jovens e Adultos.

Em 2026, a agenda de formação ganhou continuidade, com momentos de estudo, escuta e troca de experiências. A proposta é que a qualificação dos profissionais esteja integrada ao acompanhamento pedagógico e às necessidades observadas nas unidades escolares.

A formação, dessa maneira, deixa de ser uma atividade pontual e passa a fazer parte de um processo permanente de desenvolvimento profissional e discussão das práticas realizadas em sala de aula.

Inclusão leva a EJA para novos espaços

A ampliação da política de EJA também pode ser observada em ações voltadas à inclusão.

Em setembro de 2026, uma iniciativa articulada com o CAPS envolve 30 estudantes em oficinas e atividades educativas. A experiência reúne educação, convivência e cidadania e amplia os espaços nos quais os estudantes podem desenvolver atividades relacionadas à aprendizagem.

A iniciativa reforça uma característica própria da modalidade: a necessidade de construir estratégias que considerem os diferentes públicos atendidos e suas condições de participação.

De volta à escola, mas com novas possibilidades

A trajetória da EJA em Ibirataia entre 2025 e 2026 mostra uma ampliação das ações que envolvem a modalidade. O período reúne a criação e atualização da Bolsa de Estudos, serviços de apoio aos estudantes, acompanhamento pedagógico, formação continuada e experiências de inclusão.

Mais do que assegurar uma matrícula, o desafio da EJA está relacionado à construção das condições necessárias para que o estudante permaneça na escola e avance em sua aprendizagem.

É nesse ponto que as ações desenvolvidas no período passam a atuar de forma integrada: o incentivo financeiro contribui para a permanência; o transporte facilita o acesso; a alimentação e o fardamento apoiam a rotina escolar; o acompanhamento pedagógico aproxima a Secretaria das unidades; e a formação continuada busca fortalecer quem está diretamente envolvido no processo de ensino.

A EJA atende pessoas que chegam à escola carregando diferentes trajetórias. Algumas interromperam os estudos para trabalhar, outras por questões familiares ou por circunstâncias que dificultaram a continuidade da vida escolar. O retorno representa, para esses estudantes, uma nova etapa de sua formação.

Em Ibirataia, 2025 marcou a criação de novas bases de apoio à modalidade. Em 2026, as ações passaram a incorporar também um acompanhamento mais próximo das práticas pedagógicas, a continuidade das formações e novas experiências de inclusão.

O resultado é uma política que amplia suas frentes de atuação e busca aproximar a educação da realidade de quem decide voltar a estudar.

Educação de Jovens e Adultos é, antes de tudo, uma política de garantia de direitos. E cada estudante que retorna à sala de aula representa uma nova oportunidade de construir conhecimento, recuperar projetos interrompidos e abrir caminhos para o futuro.