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A APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia se reuniu nesta quarta-feira (21) com a secretária de Educação da Bahia, Adélia Pinheiro, na busca pela revogação da portaria 190/2024. Segundo o coordenador-geral do sindicato dos docentes, Rui Oliveira, o encontro não teve muito diálogo porque o governo reluta em anular a medida vista pela entidade como um incentivo à "aprovação em massa" dos alunos. O encontro, que estava previsto para às 17h, ocorreu no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, e começou com 40 minutos de atraso. A reunião durou apenas meia hora.


"Nós queremos saber se a secretária vai revogar. Depois que ela revogar, a gente senta (e debate). Nós comunicamos que, diante desse quadro, que ela fez retificações sem consultar a APLB, nós queremos que ela revogue e sente para discutir a nova portaria. Só isso", afirmou Rui Oliveira.


Embora o governador Jerônimo Rodrigues (PT) tenha dito que houve conversas com o sindicato, Rui Oliveira negou. Disse ainda que a última vez que viu o petista foi na segunda-feira de Carnaval. O sindicalista rebateu também a fala do chefe do Executivo, que chamou de "autoritária" as escolas que reprovam os alunos. "Eu só desejei um bom Carnaval e fui embora. Nós tomamos conhecimento da portaria via Diário Oficial. Eu não tenho que discutir educação com ele. E tenho que discutir quando ele fala 'a escola é autoritária, a escola não pode punir'. A escola é o governo. Não tem pessoa física 'escola'. Sendo assim, segundo ele, o governo é que é autoritário", afirmou.


"(O que a APLB quer) é sentar numa boa e construir uma travessia para melhorar isso. Não precisava disso e nem fazer tudo à revelia, sem consultar ninguém, sem ouvir ninguém. É como se fosse Luís 14 na França: o Estado sou eu, não ouço ninguém", acrescentou.


Alteração


Nesta quarta-feira, o governo alterou uma trecho da portaria 190/2024 que trata da reclassificação de estudantes. De acordo com os professores, a mudança, entretanto, ainda compromete a autonomia do conselho de classe. Presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA), Paulo Gabriel Nacif afirmou que o colegiado colaborou nesta reformulação feita pela Secretaria. "Não podemos aceitar que, no século 21, 40% dos jovens brasileiros não completem o ensino médio", declarou. A modificação no texto ocorreu antes do encontro entre a secretária e a APLB.