Foto: ReproduçãoEntre quarta-feira, 30 de agosto, e quinta-feira, 31 de agosto, o estado da Bahia, situado na Região Nordeste do Brasil, foi alvo de uma série de tremores de terra que chamaram a atenção dos sismólogos e despertaram a curiosidade da população local. Ao todo, nove abalos sísmicos de baixa magnitude foram registrados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), compreendendo um período de intensa atividade sísmica na região entre os municípios de Curaçá e Jaguarari.
A sequência de eventos teve início na noite de quarta-feira, às 18h25, com o primeiro sismo da série. Esse primeiro tremor apresentou magnitude inferior a 1.0 mR e não foi perceptível para a população local. Nos momentos subsequentes, ocorreram mais oito eventos sísmicos na região, todos caracterizados por magnitudes menores do que 3.0 mR. A maior magnitude registrada durante essa série de tremores foi de 2.6 mR e aconteceu em Curaçá, na manhã de quinta-feira, 31 de agosto.
Segundo o Laboratório Sismológico da UFRN, dos nove tremores, quatro tiveram magnitudes preliminares inferiores a 1.0 mR, o que os classifica como extremamente leves, e os outros cinco apresentaram magnitudes acima de 2.0 mR, ainda considerados de baixa magnitude, mas com potencial para serem sentidos pela população, especialmente em edificações mais sensíveis.
A lista completa dos eventos sísmicos registrados durante essa série é a seguinte:
30/08/2023 – 18:25 – Magnitude <1
30/08/2023 - 21:01 - Magnitude 2.3 mR
31/08/2023 - 01:19 - Magnitude 2.3 mR
31/08/2023 - 01:20 - Magnitude 2.6 mR
31/08/2023 - 02:07 - Magnitude <1
31/08/2023 - 02:25 - Magnitude <1
31/08/2023 - 04:17 - Magnitude <1
31/08/2023 - 10:07 - Magnitude - 2.6 mR
31/08/2023 - 10:53 - Magnitude 2.2 mR
Tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil, principalmente na Região Nordeste, onde a atividade sísmica é resultado das pressões geológicas que movimentam pequenas fraturas na crosta terrestre. Embora esses eventos sejam, em sua maioria, imperceptíveis para a população, eles são monitorados de perto por organizações como a RSBR, que possui quase 100 estações sismográficas em todo o país. A RSBR é responsável por rastrear a sismicidade em todo o território nacional e é operada por instituições como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Observatório Nacional (ON), contando também com o apoio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).
Em resumo, a série de nove tremores de terra ocorrida na Bahia em dois dias destaca a complexidade da atividade geológica na região e ressalta a importância do monitoramento contínuo realizado pela Rede Sismográfica Brasileira para compreender e mitigar os efeitos desses eventos em áreas habitadas.




