Foto: ReproduçãoO corregedor-nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, tomou decisões importantes nesta terça-feira durante a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Votou para abrir um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra a juíza Gabriela Hardt, afastada na segunda-feira por supostas violações à ordem processual e ao código da magistratura. Também propôs iniciar um PAD contra o ex-juiz e senador Sergio Moro, porém, posteriormente, decidiu desmembrar o caso de Moro para análise em outra oportunidade.
Além dessas ações, estão sob análise conjunta outros dois processos relacionados à Operação Lava-Jato. Um deles é uma reclamação disciplinar contra o juiz Danilo Pereira Júnior e os desembargadores Thompson Flores e Loraci Flores de Lima, para os quais Salomão também votou pela abertura de um PAD.
Outra medida em curso é uma correição extraordinária na 13ª Vara Federal de Curitiba e na 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que embasou as duas reclamações anteriores.
Na segunda-feira, Salomão afastou do cargo Hardt, Pereira Júnior, Flores e Flores de Lima. A decisão agora está sujeita à avaliação dos demais conselheiros do CNJ. O caso de Moro foi desmembrado porque ele não foi alvo de afastamento inicial.
O presidente do CNJ, Luís Roberto Barroso, considerou os afastamentos uma medida "ilegítima, arbitrária e desnecessária" e votou para derrubá-los. Quanto à abertura dos PADs, Barroso pediu vista para analisar mais documentos e prometeu devolver o caso na próxima sessão.







