Foto: ReproduçãoDesfile da Vai-Vai no Carnaval Paulistano provoca disputa entre políticos de Direita e de Esquerda
O desfile da Vai-Vai, maior campeã do Carnaval paulistano, no último sábado (10/2) no Sambódromo do Anhembi, gerou um embate entre políticos de direita e de esquerda devido a uma das alas da escola que representava a tropa de choque da Polícia Militar (PM) com alusão à figura de demônios. A alegoria fazia parte do samba-enredo "Capítulo 4, Versículo 3 – Da rua e do povo, o Hip Hop: um manifesto paulistano", que homenageava o álbum "Sobrevivendo no Inferno", do grupo de rap Racionais MC’s.
Na esfera da esquerda, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, e o deputado federal Guilherme Boulos, pré-candidato a prefeito pelo PSol, marcaram presença no desfile, destacando sua importância cultural e familiar. Por outro lado, no campo da direita, políticos como o deputado federal Kim Kataguiri (União) e o deputado federal Delegado Palumbo (MDB) criticaram veementemente a representação da PM como demônios, acusando a escola de "bandidolatria" e desrespeito à imagem dos policiais.
O Sindpesp emitiu uma nota de repúdio ao desfile, afirmando que a escola tratou com escárnio a figura dos agentes da lei, enquanto o deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) solicitou a proibição de recursos públicos para a Vai-Vai no próximo ano fiscal. Em resposta, a Vai-Vai defendeu a ala como uma justa homenagem ao álbum e ao grupo Racionais MC’s, buscando promover um manifesto crítico sobre a cultura na cidade de São Paulo e dar voz aos artistas excluídos.







