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Segundo o relatório da CPI das Pirâmides Financeiras, os proprietários da 123 milhas realizaram transferências de dinheiro da empresa para contas pessoais e de familiares, totalizando R$ 13,5 milhões, semanas antes da crise que abalou a firma. A empresa alega que as acusações são infundadas, mas os membros da comissão argumentam que os sócios estavam cientes da iminente derrocada e adotaram estratégias para desviar recursos.


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A CPI pediu o indiciamento de oito diretores da 123 milhas, incluindo os irmãos Ramiro e Augusto Madureira, sob acusações de estelionato, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e atuação como organização criminosa. A empresa estava insolvente desde 2019, e, mesmo diante da crise, as retiradas de capital persistiram, prejudicando ainda mais a agência de viagens online. As conclusões da CPI baseiam-se em análises da Polícia Federal e do Coaf.