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Após os atos e declarações golpistas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na última terça-feira (7), os empresários foram praticamente unanimes em afirmar que o comportamento do chefe do Executivo deixa o setor produtivo mais longe da retomada.


De acordo com o jornal O Globo, executivos e presidentes de associações afirmam que a tensão entre Poderes dificulta a atração de investimentos, mina os esforços para aprovação de reformas e piora o ambiente de negócios.


A reação geral é de cansaço com as crises em série, e o recado é claro: o empresariado quer um ambiente de estabilidade que permita a retomada de atividades.


O presidente da Anfavea, a associação das montadoras, Luiz Carlos Moraes, diz que está difícil defender investimentos em projetos junto às matrizes no momento, especialmente porque há ociosidade em diversas unidades e concorrência de países com custo de produção menor, logística mais eficiente e ambiente político mais tranquilo.


Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, frisa que é importante ter "equilíbrio e calma no ambiente institucional" no Brasil agora.


Para o presidente da Abiplast, do setor de plásticos, e vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, Bolsonaro foi longe demais nos discursos do Sete de Setembro.


"Bolsonaro puxou demais a corda, a ponto de que isso pode não ter volta. É muito ruim porque tira o foco de uma agenda de reformas que o país precisa, de recuperação econômica", afirmou ele à publicação carioca.//MuitaInformação