Foto: ReproduçãoJá parou para pensar quantas pessoas negras trabalham na mesma empresa que você? Será que vemos a mesma quantidade negros e brancos ocupando cargos de liderança? Será que pessoas negras e brancas que estão no mesmo cargo recebem os mesmos salários? Não é preciso pensar muito para chegarmos a uma resposta para estes questionamentos: Não.
Prova disso, é uma pesquisa feita no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontou que a desigualdade racial no mercado de trabalho ficou ainda mais agravante durante a pandemia da Covid-19.
Os principais indicadores do estudo mostram que: o desemprego aumentou mais entre os pretos; Pretos têm menor proporção entre os trabalhadores com carteira assinada; A remuneração dos pretos é menor que a dos demais em todos os segmentos.
E não para por aí. Segundo o Instituo Ethos, quando falamos de cargos executivos, apenas 4,7% das posições dentre as 500 empresas brasileiras de maior faturamento são compostas por negros.
Dados obtidos através de pesquisas do IBGE apontam ainda que entre os 10% mais pobres da população brasileira, 78,5% são negros (pretos e pardos) e 20,8% são brancos. Já entre os 10% mais ricos, a situação se inverte: 72,9% são brancos e 24,8% são negros. A ausência de políticas afirmativas de inclusão do negro na economia, o racismo estrutural e a baixa qualidade da educação pública são apontados como fatores causais desses altos índices de desigualdade e da instabilidade social do país.
Na contramão desses dados agravantes, muitas empresas têm adotado medidas para contribuir na mudança desse cenário de desigualdade no mercado de trabalho. Uma dessas iniciativas é a chamada equidade racial que nada mais é do que reconhecer que fatores como raça, etnia, idade, gênero e classe social, por exemplo, podem impedir o sucesso de uma pessoa em relação a alguém que teve mais oportunidades ao longo de toda a vida.
A PWC, empresa que presta serviços de auditoria e consultoria, por exemplo, criou um programa de aceleração de carreira para profissionais negros: o Black as Manager. A iniciativa inclui mentoria realizada por sócios da instituição ao longo de 12 meses. A empresa atua em vários países e possui 15 escritórios espalhados no Brasil, dois deles na Bahia. LEIA MAIS




