Foto: ReproduçãoSozinha, Jane Oliveira, 39 anos, pegou a mochila e caminhou até a Rodoviária de Guanambi, no sudoeste da Bahia. Carregava as roupas e uma Bíblia. Havia se preparado por dois meses para aquela viagem a Salvador, agendada para a noite de 28 de janeiro, disposta a abandonar o silêncio. Jane foi demitida da Polícia Militar depois de assumir que é uma mulher transexual, e luta hoje na Justiça para ser reinserida à corporação.
Do dia em que foi exonerada até a viagem, foram dois anos de espera por uma decisão favorável - que nunca veio. Em 6 de março de 2018, deixou a condição de soldado, acusada de promover ofensas “contra a dignidade e o decoro de um superior hierárquico”, mas Jane dá outro nome ao motivo da decisão: transfobia. Em 2019, a briga judicial para que ela fosse reincorporada à polícia teve início.
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Quando, em novembro do ano passado, recebeu a notícia de que um juiz negou a readmissão, decidiu deixar o interior. A defesa dela recorreu da decisão.
Com informações do Estado da Bahia







