Foto: ReproduçãoTradição de Iemanjá: Entre Fé, Cultura e Oferendas no Rio Vermelho
No Rio Vermelho, Salvador, uma multidão vestida de branco e azul se reúne a cada 2 de fevereiro para homenagear Iemanjá, consolidando uma tradição que nasceu com os pescadores e se tornou uma das três grandes manifestações populares da cidade, ao lado do Carnaval e da Lavagem do Bonfim. A festa, dedicada à Rainha do Mar, é uma expressão da ancestralidade das religiões de matriz africana, rompendo com o sincretismo católico.
Iniciada no início do século XX com oferendas de pescadores para resolver problemas de escassez de peixes, a celebração foi associada à Festa de Nossa Senhora de Santana, ocorrendo em data móvel. No entanto, a ruptura ocorreu devido a conflitos com líderes católicos, resultando na celebração separada de Iemanjá.
A década de 1960 viu artistas locais, como Caetano Veloso e Maria Bethânia, destacarem a festa em suas obras, dando visibilidade à celebração. A energia inexplicável que envolve a festa, segundo pescadores, mantém a tradição de mais de 100 anos viva, conectando a população com o mar e suas tradições culturais africanas.







