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Pressões inflacionárias vindo de todos os lados fizeram o Copom não só aumentar em um ponto percentual a Selic, ontem, mas também deixar a porta aberta pra manter os juros altos por período mais prolongado do que o previsto.


O remédio amargo do choque de juros já está sendo aplicado há bastante tempo. A Selic subiu de 2% para 12,75% em 14 meses, para conter uma inflação que só cresce, está dispersa e tem apenas no BC o agente inibidor.


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O aperto monetário tem um preço alto: o país está praticamente estagnado, e o governo federal alimenta a inflação com mais gastos das benesses político-eleitorais.


Como num cabo-de-guerra, esse desalinhamento anula os efeitos de medidas que poderiam reduzir o custo de vida. Políticas monetária e fiscal têm que estar na mesma direção.


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Fazer vista grossa à inflação é penalizar a população, porque ela é o mal que tira renda, poder de compra do básico para as famílias, e gera custos à saúde da população.


As bombas fiscais agora armadas vão explodir no colo do próximo governo eleito e a conta, cada vez maior, será paga pela população brasileira.


HENRIQUE MEIRELLES