Foto: ReproduçãoO presidente ultraliberal da Argentina, Javier Milei, implementou mais uma reforma significativa no governo ao fundir a pasta da Infraestrutura com a da Economia, após reduzir pela metade o número de ministérios em comparação ao governo anterior. A fusão ocorre na esteira da renúncia do ministro da Infraestrutura, Guillermo Ferraro, que permaneceu no cargo por menos de dois meses.
O processo de enfraquecimento do ministério teve início no início do governo, com a perda das áreas de Mineração e Energia, seguida pela criação da Secretaria de Empresas Públicas. Esta última, sob o comando do chefe de gabinete, Nicolás Posse, retirou de Ferraro a missão de implementar o modelo chileno, caracterizado pelo viés liberal, nas obras públicas argentinas.
Ferraro, ex-integrante do Ministério da Fazenda de Buenos Aires e presidente da estatal Nación Servicios durante o governo de Néstor Kirchner, enfrentou críticas após vazamento de uma reunião de gabinete. Milei, insatisfeito com a exposição pública de suas declarações sobre cortes de gastos públicos, responsabilizou Ferraro, agravando as tensões no governo.
A coalizão de Milei, A Liberdade Avança, minoritária no parlamento, busca aprovar medidas polêmicas, incluindo a "lei ônibus" para desregulamentação econômica. O presidente enfrenta desafios, dependendo do apoio de forças de centro e centro-direita, enquanto busca equilibrar as contas fiscais e combater décadas de inflação.




