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Sob o sol escaldante do meio dia dessa terça-feira, 15, em Ipiaú, dezenas de pessoas estavam submetidas ao martírio de aguardar atendimento na agência da Caixa Econômica Federal em Ipiaú. A situação vexatória e humilhante se repete a cada dia, gerando aglomerações e reclamações.


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Muitos estavam na fila de espera desde às 9 horas ou até mais cedo. A maioria deles com a barriga vazia e a cabeça doendo, fervilhando com a alta temperatura, bem mais de 30 graus. Têm aqueles que correm para onde tem sombra no outro lado da rua e continuam esperando.


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Outros, com sombrinhas, guarda-sol, papelão, paciência e protestos que pouco sensibilizam aos gerentes da agência, às autoridades, aos responsáveis por tamanha falta de respeito, se acotovelam, esperam. Aguardam o momento do refrigério, na frescura dos condicionadores de ar. Alguns nem são atendidos.


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Inúteis se tornam as leis que regulam tempo de espera nas filas das agências bancárias, as exigências de toldos para garantir sombreamento. O povo pobre sofre o tormento para sacar o minguado trocado, para ter direito a um atendimento, resolver alguma transação bancária. A inflação consumirá ligeiro o que ali buscam.


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Desprestigiados brasileiros que movimentam a abastada instituição financeira e que deveriam no mínimo ter um outro tipo de receptividade. Tratamento digno é o mínimo que se espera daquilo que dizem ser nosso. (Giro/José Américo Castro)