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Um colossal buraco coronal, com mais de 800 mil quilômetros de largura, surgiu na coroa solar, a camada externa do Sol, liberando intensos ventos solares em direção à Terra, revelou o Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da NASA. Essa abertura, maior que 60 Terras, é inédita nesta fase do ciclo solar, destacando-se pela sua dimensão e orientação.


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Embora inicialmente previsto para desencadear uma tempestade geomagnética moderada, capaz de provocar apagões de rádio e auroras intensas, o vento solar resultante foi menos intenso do que o esperado, resultando em uma tempestade fraca. A peculiaridade dos buracos coronais reside em sua natureza de regiões mais frias e menos densas, dotadas de campos magnéticos unipolares abertos, permitindo a fuga mais fácil do vento solar para o espaço. A persistência e a duração do buraco solar permanecem incertas, sendo os buracos coronais mais comuns e duradouros durante os anos próximos ao mínimo solar.