Foto: ReproduçãoRabat, Marrocos - No coração da cidade de Rabat, situado em uma movimentada rua, encontra-se Mohamed Aziz, um venerável vendedor de livros de 72 anos, que se tornou uma verdadeira lenda local. Com uma paixão inabalável pela leitura e um compromisso de décadas com seu ofício, Mohamed Aziz é o guardião literário da cidade.
Há mais de 43 anos, Mohamed montou sua modesta banca de livros no mesmo local. Seu amor pela literatura transcende fronteiras, refletindo-se em sua vasta coleção de mais de 5000 livros, abrangendo idiomas como francês, árabe e inglês. Enquanto os tempos mudam e a tecnologia avança, Mohamed permanece fiel às páginas físicas, escolhendo a magia contida nos livros como seu meio de expressão.
Diariamente, Mohamed dedica entre 6 a 8 horas à leitura. Seu rosto enrugado é um testemunho do tempo que passou imerso nas palavras de inúmeros autores. Quando questionado sobre sua longa jornada como vendedor de livros, ele sorri com sabedoria e conta histórias de como viu gerações inteiras crescerem ao seu redor, muitas delas sendo inspiradas por seus preciosos livros.
Um aspecto notável da abordagem única de Mohamed à sua profissão é sua atitude despreocupada em relação à segurança. Ao deixar os livros expostos do lado de fora de sua banca, onde poderiam ser facilmente roubados, ele responde com uma filosofia simples: "Quem não sabe ler não rouba livros, e quem sabe, não é ladrão." Essa crença ressoa não apenas como um comentário sobre a ética da leitura, mas também como um reflexo da confiança que ele deposita na educação.
Mohamed Aziz tornou-se um símbolo de resiliência, devoção à literatura e confiança na educação como um antídoto para muitos males. Sua história não é apenas sobre vender livros; é sobre preservar o poder transformador das palavras e inspirar outros a seguir o caminho da iluminação através da leitura.
Em um mundo que muitas vezes se move rápido demais, Mohamed Aziz é uma lembrança de que, às vezes, é preciso desacelerar, abrir um livro e deixar as palavras guiarem a mente e o coração. Ele não é apenas um vendedor de livros; é um contador de histórias que, através de sua vida dedicada à literatura, continua a escrever um capítulo valioso na história cultural de Rabat.





