Foto: Berşah B


Seres humanos precisam uns dos outros. Somos programados para isso. Agora pare pra pensar o quanto seria poderoso se seus clientes se conectassem dessa mesma forma com a sua marca?


Nos últimos oito anos, o Innerscope Research, spinout do MIT Media Lab, tem usado tecnologias de neurociência que avaliam emoções subconscientes monitorando a atividade cerebral e corporal para mostrar o quão poderosamente também nos conectamos com personagens nas telas e nos livros e também com marcas, produtos e serviços, logo, à mídia e às comunicações de marketing num geral.


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O Innerscope usou sensores biométricos para capturar flutuações na frequência cardíaca, condutância da pele, respiração e movimento entre 80 participantes que assistiram a anúncios selecionados e os classificaram em comerciais “ganhadores” e “perdedores” (em termos de respostas emocionais). Em seguida, seus colaboradores no Centro de Tomada de Decisões Neurais da Universidade de Temple usaram imagens cerebrais de ressonância magnética funcional (fMRI) para medir ainda mais o engajamento. Anúncios com bom desempenho provocaram aumento da atividade neural na amígdala (que impulsiona as emoções), giro temporal superior (processamento sensorial), hipocampo (formação de memória) e córtex pré-frontal lateral (controle comportamental).


Porém, o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foram os altos níveis de atividade na área conhecida como precuneus – envolvida em sentimentos de autoconsciência – onde acredita-se que mantemos nossa identidade. Isso quer dizer que os anúncios realmente poderosos geraram um maior senso de identificação pessoal. O uso da neurociência para entender as comunicações de marketing e, em última análise, as decisões de compra dos consumidores é a tendência mundial e, cada vez mais, uma possibilidade acessível para pequenas e médias empresas.


Instituto Brasileiro de Neuromarketing e Neuroeconomia