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A Polícia Federal desarticulou na última semana uma quadrilha que coordenava rede de exploração sexual de mulheres para o tráfico internacional. Uma das vítimas, que hoje é testemunha, foi a funkeira MC Mirella, que na época tinha 16 anos. A modelo Nubia Oliiver é investigada por participação no esquema.


Reportagem deste domingo do Fantástico, na Rede Globo, trouxe áudios do empresário Rodrigo Cotait, apontado como líder da quadrilha em São Paulo. Ele é apontado pela PF como um dos maiores traficantes de mulheres que já atuaram no Brasil.



Cotait aliciava as mulheres e tirava as fotos que eram usadas para mostrar as opções aos "clientes". A empresa de maquiagem dele era usada como fachada, segundo a investigação da Polícia Federal.


"As meninas que viajam comigo vêm todas na minha casa. Só mando viajar produto de exportação que tem meu selo de qualidade", diz Cotait em um dos áudios.


Nove mandados de busca e apreensão e oito de prisão foram cumpridos no final de abril na Operação Harém. Cinco foram fora do país - no Paraguai, EUA, Espanha, Portugal e Austrália, onde Cotait tinha uma rede de contatos, diz a PF.



A investigação começou em 2019. A polícia descobriu que os agenciadores atuavam no Brasil e também enviavam mulheres, mesmo menores de idade, para outros países. MC Mirella foi vítima do bando quando ainda tinha 16 anos. "Paguei em cash, dinheiro, ela não tinha nem conta em banco", diz Cotait em uma das mensagens.


O bando tentou aliciar Mirella para o empresário Wissam Nassar, dono de um shopping em Cidade Del Este, no Paraguai. "Ele tentou levá-la, mas o crime não se concretizou", diz a advogada da funkeira, Adélia Soares. LEIA MAIS