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Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro disse estar preparado para à Presidência da República em 2022. Recém-filiado ao Podemos, o ex-juiz foi o convidado do programa Conversa com Bial, da TV Globo, na madrugada desta quarta-feira, 17. "Estou pronto para liderar esse projeto consistente com o povo brasileiro. Se o povo brasileiro tiver essa confiança, o projeto segue adiante", declarou.


Perguntado sobre como tem discutido projetos no bastidor político, Moro afirmou que as conversas estão voltadas principalmente para a Economia e anunciou Affonso Celso Pastore como seu conselheiro. "É um dos melhores nomes do País", disse. "O problema é que esse projeto ainda está sendo construído e a partir do momento em que se revelam nomes, as pessoas ficam sob uma pressão terrível. Eu vou revelar um, e vou pedir escusas para não revelar outros: no nível macroeconômico, quem tem me ajudado é um economista de renome, um dos melhores nomes do país, alguém que eu conheço há muito tempo, que é o Affonso Celso Pastore."tro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em março deste ano, ele considerou que a mudança de jurisprudência do STF "infelizmente enfraqueceu o combate à corrupção". "Mas não muda o mérito. O que existe, muitas vezes, é um apego ao formalismo, que faz com que criminosos sejam soltos. Não acredito em processos alternativos. A verdade é uma só: 'Mensalão' e 'Petrolão'", comentou, referindo-se a casos de corrupção de governos petisas.


'E agora 'Rachadinha'", acrescentou Moro, já se referindo ao período atual do cenário político brasileiro, citando o nome popular para o desvio de salários de assessores parlamentares a políticos.


Em um "bate-bola", falou que para controlar o aumento do preço dos combustíveis é preciso a institucionalização de políticas certas. "A responsabilidade está muito clara que é do governo". E em relação às terras indígenas, Moro reforçou ser necessário garantir a autonomia destes para que decidam seus próprios destinos. "Não devem ser encarados como dependentes do Estado. Precisam de amparo e proteção, mas com soluções específicas para cada situação. As terras indígenas pertencem aos indígenas", finalizou.


A entrevista fez parte da série que a atração global está promovendo com personagens importantes para o pleito do ano que vem. Já passaram pelo programa personalidades como Fernando Haddad e Ciro Gomes. LEIA MAIS