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Real tem terceiro pior desempenho entre moedas emergentes; investidores monitoram mudanças na meta fiscal dos EUA


O real enfrentou um dia desafiador, perdendo 1,58% em relação ao dólar, atingindo R$ 5,26, seu valor mais alto em mais de um ano. Entre as moedas emergentes, apenas o peso mexicano e a rupia indonésia tiveram quedas mais acentuadas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou essas tendências em um evento do FMI nos Estados Unidos.


Haddad apontou diversos fatores por trás da pressão sobre o dólar, incluindo indicadores robustos da economia dos EUA e a turbulência causada pela divulgação de uma nova previsão para a meta fiscal. Jerome Powell, do Federal Reserve, sinalizou que os indicadores econômicos recentes não justificam a redução das taxas de juros nos EUA, enquanto a aversão ao risco impulsiona o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.


Com uma desvalorização de 5,17% no último mês, o real enfrenta desafios adicionais. Investidores agora adiam suas expectativas de um corte nas taxas de juros pelo Fed para novembro, enquanto as preocupações com a escalada do conflito no Oriente Médio se somam ao panorama econômico global incerto.