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O governador da Bahia, Rui Costa (PT), processou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, após ser atacado pelo pastor. Na ação ajuizada na Justiça baiana, o petista diz que foi alvo de calúnia, difamação e injúria, e pede uma indenização de R$ 500 mil.


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O líder evangélico atacou o governador baiano após suposta demissão da médica Raissa Soares, que defende o uso de cloroquina no tratamento da Covid-19. No vídeo, que foi divulgado nas redes sociais digitais, Malafaia chama inúmeras vezes Rui Costa de “cretino”, e acusa o gestor estadual de ser responsável pela exoneração da médica.


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“A médica mencionada pelo acionado trabalhava no Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM), localizado em Porto Seguro e, em verdade, não foi demitida por determinação do Autor, assim como publicamente sustentado pelo acionado. A própria médica e a direção do hospital confirmaram que a saída se deu porque a Sra. Raissa Soares não estava conseguindo cumprir os plantões na instituição por possuir outros compromissos profissionais, e não por determinação do Governador da Bahia, então Autor. Neste sentido, perpetrar este tipo de insinuação, no contexto de calamidade pública vivenciada em todo o país atualmente, revela estritamente a má-fé empregada pelo acionado, que nitidamente possui interesse exclusivamente político e calunioso”, diz a ação.


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Ainda no vídeo, Malafaia diz que Rui Costa burlou dados oficias para tentar angariar recursos federais. Também fala outras palavras de baixo calão contra o governador baiano.


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Na ação, os advogados do governador lembram que Malafaia tem um patrimônio estimado em 150 milhões de dólares. Portanto, teria como pagar a indenização de R$ 500 mil, já que equivaleria a apenas 0,07% do patrimônio do líder religioso. A ação é assinada por Leonardo de Souza Reis, Pedro Scavuzzi e Angélica Cardoso, que pediram a gratuidade das custas do processo, mas o juiz Paulo Albaiani, da 10ª Vara Cível e Comercial de Salvador, negou. Os advogados alegaram que o valor das custas comprometeria quase 12% da renda de Rui.


Com informações do Estado da Bahia