Foto: ReproduçãoO ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, avaliou ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, durante entrevista no jornal A Tarde, o cenário de polarização entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido) para as eleições de 2022.
"Eu acho que é prematuro a gente dizer que essa polarização será exatamente o retrato nas eleições de 2022. Ainda faltam 1 ano e 4 meses para as eleições de 2022. Pode ser que essa polarização se mantenha ou pode ser que surjam outras alternativas que não estejam expostas no presente. O fato é que quando a gente olha as pesquisas hoje, a gente tem que olhar com muita ressalva, porque elas podem muito mais retratar o passado do que projetar o futuro", disse.
"Então, nesse aspecto é fundamental ter cautela e aguardar como a política nacional vai se desenhar. Mas eu acho que em algum momento pode acontecer uma janela de oportunidades para que outros nomes sejam avaliados pela população brasileira", completou.
Questionado sobre como construir uma terceira via que seja realmente competitiva, Neto disse que é preciso fazer uma reflexão de que o Brasil "não precisa necessariamente ficar preso ao presente e ao passado".
"Ele pode ter um caminho diferente para o futuro. Será essa a vontade dos brasileiros? Não sabemos. Pode ser que os brasileiros se mantenham com o foco nos dois nomes que hoje estão postos. Refletindo, sobretudo, nos índices de pesquisas que são avaliadas no cenário atual" ressaltou.
"E aí uma coisa que é fundamental compreender: nem sempre o tempo das pessoas é o tempo da política. Às vezes, a política atropela o tempo das pessoas. Eu sou muito mais comprometido e preocupado com o tempo das pessoas do que com o tempo da política. Então eu não acho que a eleição de 2022 hoje está na cabeça das pessoas. Existem outras prioridades. Principalmente a superação da pandemia. Ora, quando a política se consolidar, quando os nomes se consolidarem, vamos ver como o cenário fica", ressaltou.
ACM Neto avaliou também se a polarização entre Lula e Bolsonaro pode ser prejudicial na Bahia.
"O eleitor baiano é independente. Ele sabe distinguir bem o que é uma eleição presidencial e uma eleição para governador. Eu, aliás, mais do que qualquer outro político de outro estado, posso dizer que vivi isso na pele. Porque em 2012, quando disputei a eleição para prefeito, o grande discurso que havia contra mim era o fato de que eu era de um partido contra o governador e contra a então presidente da República", ressaltou.
Segundo o ex-prefeito da capital baiana, ter vencido as eleições, com a confiança e com o crédito do soteropolitano, o fez ter capacidade de dialogar e governar durante os oito anos do seu mandato, com governadores e presidentes que não eram do seu partido.
"Governei com dois governadores diferentes do PT, Jaques Wagner e Rui Costa, e governei com três diferentes presidentes da República, Dilma, Temer e o próprio Bolsonaro. E isso nunca prejudicou a cidade. Ao contrário, eu sempre soube colocar os interesses de Salvador em primeiro plano. E assim será caso eu seja governador da Bahia. Os interesses do estado estarão em primeiro plano", pontuou.
"E eu terei a capacidade e a experiência política para governar com qualquer presidente da República. Então, as eleições são distintas, as escolhas são absolutamente distintas, então tenho certeza de que os baianos vão saber julgar isso em outubro de 2022. Farão a sua escolha para governador com o seu pensamento, o seu coração, mas farão também a sua escolha para presidente da República", finalizou.//MuitaInformação




