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Nos últimos dez anos, uma sombra pairou sobre os brasileiros que dedicaram tempo e esforço para adquirir educação superior e se qualificar para o mercado de trabalho. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) do IBGE, revela que os trabalhadores com 12 a 16 anos (ou mais) de estudo foram os mais afetados em termos de perda de renda e aumento da informalidade.


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O estudo aponta para um cenário em que a economia brasileira tende a criar predominantemente empregos de baixa qualidade e produtividade, forçando os mais educados a ocupar vagas que pagam menos e são, cada vez mais, informais. Essa tendência compromete o crescimento potencial do país e destaca a urgência de políticas que valorizem a educação e melhorem a qualidade do mercado de trabalho no Brasil.